sexta-feira, 22 de junho de 2012


Em mais uma das aulas sobre cordel, lemos com a turma o texto do cordelista Antonio Héliton de Santana, após a leitura e discussão sobre os temas que estavam presentes no texto, os alunos fizeram a atividade de ilustrar a capa do cordel que tinham acabado de ler. O empenho da turma foi total, e ao final confessaram que se divertiram bastante com essa atividade... o resultado das capas e o cordel vocês podem ver a seguir:

Aluna - Alcineide Dias

Aluna- Angerlânia Martins

Aluna- Danielle Oliveira

Aluno- Daniel Breno

Aluna- Rayonara do Nascimento

Aluna- Viviane Cabral

Aluna- Amanda Ferreira

Aluno- Washinton



A LUTA DOS NEGROS 

PELA CONQUISTA DA LIBERDADE 


A lei áurea é a lei
Derradeira do Brasil
Que dizem que acabou
Com um sistema bem vil
A tal de escravidão
Isso é bala sem fuzil

Você já sabe de cor
O que é escravidão
Três séculos e meio
Sem liberdade, pois não
Muito açoite. Muita luta
Em prol da libertação

Os negros tudo faziam
Pra conquistar a liberdade
Assassinavam, fugiam
Com muita luta e vontade
Formavam até quilombos
Vida em comunidade

Aos poucos, a liberdade
Ia sendo conquistada
Por isso em oitenta e oito
Da era que foi passada
Havia poucos escravos
Bem pouquinho, quase nada

Em cem, somente seis negros
Viviam na escravidão
Liberdade conquistada
Não presente, concessão
Liberdade como fruto
De muita luta, irmão

Os abolicionistas
Solidários aos escravos
Deram-lhe grande ajuda
Muitos são sinceros, bravos
Corajosos, destemidos
Mesmo aqueles que são alvos

Nesse tempo começava
A dita revolução
Porém a industrial
Era a maquina então
Invenção da Inglaterra
para maior produção

Para vender seus produtos
A Inglaterra mandou
A princesa Isabel
Ela logo assinou
Estão livres os escravos
Até hoje enganou

Ora, ora, meu amigo
Isabel fez um favor
Para o rico ter mais lucro
Essa lei ela assinou
Não foi por amor ao negro
Dizia o meu avô

Que libertação foi essa
Negro não indenizado
Demitido sem direito
Pelo mundo sai jogado
Sem teto e sem comida
Com título: libertado

O senhor dono de escravos
Teve indenização
O governo cuidou dele
Como inda faz com patrão
Dá o dinheiro do povo
E deixa o povo na mão

Com a vida que se leva
Seja sincero então
Você acha que acabou
Mesmo a escravidão
Viu, meu caro companheiro
Como eu tenho razão

Antonio Héliton de Santana

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